O movimento se chama: slow journalism. A ideia é a mesma do slow food. Priorizar a qualidade do produto final ao invés de focar na agilidade do atendimento. A demora na “entrega” não é um problema aqui. É o principal diferencial. No slow food, a comida deve ser apreciada vagarosamente. No slow journalism, a notícia é “cozinhada” demoradamente, e deve ser consumida no mesmo ritmo. Um dos mais fortes representantes deste movimento é a Delayed Gratification, a revista que se orgulha em ser a última a dar a notícia.
A publicação se explica. Mais importante do que ser o primeiro a reportar algo é, sim, está correto sobre as informações publicadas. A Delayed Gratification “revisita as notícias depois de a poeira ter baixado para dar a última análise dos acontecimentos que importam”, diz o site da publicação. A revista é um volume bem gordinho, publicado a cada três meses, sempre com a proposta de falar sobre o que ninguém está falando ainda ou apresentar um ângulo completamente diferente de um tema em evidência.
É uma proposta interessante. Na revista, ninguém vai ler um furo. Mas deve ser uma experiência edificante poder ler sobre fatos recentes comentados e discutidos por fontes importantes e, o diferencial, sob a perspectiva do tempo. Dentro desta proposta, a revista promete “artigos longos e aprofundados, acompanhados de belas imagens e ensaios fotográficos”. Outras lindezas são os infograficos e a própria identidade visual da revista.
Amo revistas e fiquei muito intrigada com essa ideia. Enquanto não viajo e compro uma para testar, vou curtindo o Instagram e a newsletter deles.
Para saber mais, tem esse vídeo aqui.
O que vocês acham? Vocês também amam um revista bem produzida? Topariam passar horas lendo notícias mais bem elaboradas ou aquela olhadinha no Twitter já resolve?
[Clica lá no título para curtir e comentar, vai!]
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