Já faz algum tempo que cansei do formato tradicional de jornalismo televisivo. Por isso, fico de olho em propostas diferentes e criativas que surgem. Uma das descobertas interessantes que fiz recentemente foi o Beme News.
O canal é um empreendimento conjunto de Casey Neistat, um dos maiores youtubers do mundo, com a CNN. Já acompanho Neistat há anos. Os vlogs do cara são trabalhos fantásticos de edição. Fiquei curiosa quando ele lançou o app Beme, baixei, testei, mas não era para mim. Não fiquei muito surpresa de saber que a ferramenta estava com dificuldades de decolar. Mas aí, veio a CNN.
CNN + Youtube
O canal de notícias comprou o app de Neistat e… Pronto só isso. Ninguém soube mais nada. Mas fiquei já com o radar ligado. Muitos meses depois eles anunciaram que fariam um trabalho juntos e Casey começou a fazer vídeos que eram meio vlogs, meio coberturas jornalísticas. Eram bons, mas, para mim, faltava alguma coisa. Acho que minha maior implicância era com o fato de Casey ser a maior “estrela” dos vídeos (uma característica de vlogs) quando eu queria que o fato que ele estava acompanhando fosse o foco das atenções (uma característica do jornalismo).
Já tinha deixado pra lá quando meu irmão Tito me avisou que um novo canal estava no ar. Era o Beme News, finalmente um resultado mais jornalístico da junção CNN + Neistat. Os conteúdos desse espaço são bem interessantes!
A proposta continua sendo uma mistura de vlog com reportagem. Os vídeos mostram tanto a notícia em si, como a perspectiva do repórter. É um jornalismo desconstruído que eu acho legal de assistir, menos engessado.
Não dá para desligar a TV ainda
O formato tem problemas, claro. Sempre me pergunto se uma novidade pode substituir o jornalismo tradicional e, nesse caso, a resposta é não. Nas coberturas do Beme News, as histórias ficam pequenas. Por exemplo, quando foram mostrar a devastação causada pelo furacão Harvey, a matéria contou o caso de uma família que a repórter achou via Twitter. Foi super bem feito e eu gostei de assistir (ao contrário de coberturas tradicionais que me dão agonia). Mas o Beme News não mostrou todo o assunto, a grande história. Eles mostram um caso dentro de um acontecimento maior. Então, ainda não dá para desligar a TV e só assistir notícias via propostas inovadoras da internet. Seria ainda algo auxiliar. Você teria que ver a notícia do furacão “tradicionalmente” no Jornal Nacional e, depois, ver no Beme News a história particular de alguém afetado por ele.



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