Somos só um dos em sete bilhões de habitantes do incrível planeta Terra. Nosso lar no universo, por sua vez, é apenas um “pálido pontinho azul”, como descreveu Carl Sagan. Que força, então, tem a nossa voz?

Qualquer pessoa que já tenha se indignado com algo errado no mundo, já parou para pensar em soluções e se deparou com a insignificância do próprio esforço solitário. Acho que todo mundo, em algum momento da vida, se sentiu pequeno. Uma voz fraca no meio de tanto barulho. 

Em tempos de eleição, quando o poder do cidadão comum fica mais em evidência, acho importante pensarmos sobre a força que a voz de um só ser humano pode ter. Por isso, quando vi esse trecho d’O Livro dos Abraços, de Eduardo Galeano, no Instagram de uma amiga, pedi imediatamente autorização para roubar e trazer para cá.

Para o escritor uruguaio:

“Quando é verdadeira, quando nasce da necessidade de dizer, a voz humana não encontra quem a detenha. Se lhe negam a boca, ela fala pelas mãos, ou pelos olhos, ou por onde for. Porque todos, todos, temos algo a dizer ao outro, alguma coisa, alguma palavra que merece ser celebrada ou perdoada pelos demais”.

Vamos pensar sobre isso e nos empoderarmos cada vez mais da nossa voz?

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Perguntas provocantes

(Foto: Étienne Godiard no Unsplash)

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