Eu quero morrer como Jane Goodall.Velhinha, de causas naturais e no meio de algum projeto interessante. Eu quero deixar planos pela metade.
A primatologista, etóloga e antropóloga britânica Dra. Jane Goodall faleceu, na última quarta-feira, aos 91 anos, no meio de uma turnê de palestras e entrevistas pelos Estados Unidos. Ela deixou gente esperando. Deu bolo.
No Instagram, assisti a uma matéria que mostrava o momento em que estudantes e pesquisadores, reunidos em um auditório lotado, recebem a notícia de que a convidada principal não vai comparecer. Eu quero morrer assim. Que a morte me encontre tão viva que a minha partida seja uma grande fuleiragem da minha parte.

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Semana passada, vi vários vídeos e reportagens sobre Jane e acabei notando um tema recorrente: esperança. Ela repetia de novo e de novo que era preciso continuar lutando inspirando outras a lutarem também. Em uma entrevista que acabou sendo uma das últimas, Dra. Jane diz:
Muitas pessoas olham para os problemas do mundo e acham tudo deprimente, e é claro que acham! Elas vêm até mim e dizem: veja tudo o que está acontecendo, eu só sou uma pessoa! E eu digo para elas: o que é importante para você na sua comunidade? O que o(a) incomoda intensamente? É o desperdício? É como as pessoas tratam umas às outras? [Responda] o que é e veja o que você pode fazer sobre isso. Peça a ajuda aos amigos e então você descobrirá que pode fazer a diferença. Isso fará você se sentir bem e fará com que você queira fazer cada vez mais, e você vai inspirar outros a agirem também.
Cada um de nós causa um impacto no planeta todos os dias e podemos escolher que tipo de impacto causaremos. Espalhar essa ideia é uma forma de dar esperanças às pessoas e essa é a minha missão hoje. Porque se perdermos a esperança, tornamo-nos apáticos. Não fazemos nada.
Então, reiterando e acrescentando. Eu quero morrer como Jane. Velhinha, de causas naturais, no meio de algum projeto e cheia de esperança.




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