{"id":411,"date":"2017-10-31T16:21:19","date_gmt":"2017-10-31T16:21:19","guid":{"rendered":"https:\/\/suzanavalenca6.wordpress.com\/2017\/10\/31\/2017-10-31-uma-alternativa-ao-telejornalismo-tradicional\/"},"modified":"2017-10-31T16:21:19","modified_gmt":"2017-10-31T16:21:19","slug":"2017-10-31-uma-alternativa-ao-telejornalismo-tradicional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/suzanavalenca.com\/?p=411","title":{"rendered":"Uma alternativa ao telejornalismo tradicional"},"content":{"rendered":"<div class=\"sqs-html-content\">\n<p>J\u00e1 faz algum tempo que <strong>cansei do formato tradicional de jornalismo televisivo<\/strong>. Por isso, fico de olho em propostas diferentes e criativas que surgem. Uma das descobertas interessantes que fiz recentemente foi o <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCY0YIply-je0EhSWLgpftVw\" rel=\"noopener\">Beme News<\/a>.&nbsp;<br \/>&nbsp;<br \/><strong>O canal \u00e9 um empreendimento conjunto de <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/caseyneistat\" rel=\"noopener\">Casey Neistat<\/a>, um dos maiores youtubers do mundo, com a <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/edition.cnn.com\/\" rel=\"noopener\">CNN<\/a><\/strong>. J\u00e1 acompanho Neistat h\u00e1 anos. Os vlogs do cara s\u00e3o trabalhos fant\u00e1sticos de edi\u00e7\u00e3o. Fiquei curiosa quando ele lan\u00e7ou o app Beme, <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.suzanavalenca.com\/blog\/2015\/8\/20\/como-no-ser-fake-na-internet-e-chato-na-vida-real?rq=beme\" rel=\"noopener\">baixei, testei<\/a>, mas n\u00e3o era para mim. N\u00e3o fiquei muito surpresa de saber que a ferramenta estava com dificuldades de decolar. Mas a\u00ed, veio a CNN.&nbsp;<\/p>\n<h2>CNN + Youtube<\/h2>\n<p>O canal de not\u00edcias comprou o app de Neistat e\u2026 Pronto s\u00f3 isso. Ningu\u00e9m soube mais nada. Mas fiquei j\u00e1 com o radar ligado. Muitos meses depois eles anunciaram que fariam um trabalho juntos e Casey come\u00e7ou a fazer v\u00eddeos que eram meio vlogs, meio coberturas jornal\u00edsticas. Eram bons, mas, para mim, faltava alguma coisa. Acho que minha maior implic\u00e2ncia era com o fato de Casey ser a maior \u201cestrela\u201d dos v\u00eddeos (uma caracter\u00edstica de vlogs) quando eu queria que o fato que ele estava acompanhando fosse o foco das aten\u00e7\u00f5es (uma caracter\u00edstica do jornalismo).&nbsp;<br \/>&nbsp;<br \/>J\u00e1 tinha deixado pra l\u00e1 quando meu irm\u00e3o <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/oTitoMelo\" rel=\"noopener\">Tito<\/a> me avisou que um novo canal estava no ar. Era o Beme News, <strong>finalmente um resultado mais jornal\u00edstico da jun\u00e7\u00e3o CNN + Neistat.<\/strong> Os conte\u00fados desse espa\u00e7o s\u00e3o bem interessantes!&nbsp;<br \/>&nbsp;<br \/><strong>A proposta continua sendo uma mistura de vlog com reportagem.<\/strong> Os v\u00eddeos mostram tanto a not\u00edcia em si, como a perspectiva do rep\u00f3rter. \u00c9 um jornalismo desconstru\u00eddo que eu acho legal de assistir, menos engessado.&nbsp;<\/p>\n<h2>N\u00e3o d\u00e1 para desligar a TV ainda &nbsp;<\/h2>\n<p>O formato tem problemas, claro. <strong>Sempre me pergunto se uma novidade pode substituir o jornalismo tradicional e, nesse caso, a resposta \u00e9 n\u00e3o. <\/strong>Nas coberturas do Beme News, as hist\u00f3rias ficam pequenas. Por exemplo, quando foram mostrar a devasta\u00e7\u00e3o causada pelo <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tKiT0I-efO8\" rel=\"noopener\">furac\u00e3o Harvey<\/a>, a mat\u00e9ria contou o caso de uma fam\u00edlia que a rep\u00f3rter achou via Twitter. Foi super bem feito e eu gostei de assistir (ao contr\u00e1rio de coberturas tradicionais que me d\u00e3o agonia). Mas o Beme News n\u00e3o mostrou todo o assunto, a grande hist\u00f3ria. Eles mostram um caso dentro de um acontecimento maior. Ent\u00e3o, ainda n\u00e3o d\u00e1 para desligar a TV e s\u00f3 assistir not\u00edcias via propostas inovadoras da internet. Seria ainda algo auxiliar. Voc\u00ea teria que ver a not\u00edcia do furac\u00e3o \u201ctradicionalmente\u201d no Jornal Nacional e, depois, ver no Beme News a hist\u00f3ria particular de algu\u00e9m afetado por ele. &nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"intrinsic\" style=\"max-width:100%\">\n<div class=\"embed-block-wrapper \" style=\"padding-bottom:56.20609%\">&lt;div class=&quot;sqs-video-wrapper&quot; data-provider-name=&quot;YouTube&quot; data-html=&quot;[youtube=:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tKiT0I-efO8&amp;w=854&amp;h=480]&#8221;&gt;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"sqs-html-content\">\n<p>(Eu posso estar completamente errada. Se voc\u00ea souber de uma iniciativa que substitua o telejornal perfeitamente com uma proposta interessante, me avisa por favor!!!)&nbsp;<\/p>\n<h2>Participa\u00e7\u00e3o de quem assiste &nbsp;<\/h2>\n<p><strong>Uma proposta boa, mas problem\u00e1tica \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. <\/strong>\u00c9 importante, tem que existir, mas nossa como \u00e9 dif\u00edcil. Sempre penso nas bobagens que os engra\u00e7adinhos tentam emplacar naquelas perguntas que aparecem na tela durante os jogos de futebol. Ou aquelas cartas de opini\u00e3o totalmente sem no\u00e7\u00e3o que os jornais t\u00eam que publicar. Sem falar no inferno na Terra chamado coment\u00e1rios do G1. Para mim, o pior problema \u00e9: como obter perguntas interessantes do p\u00fablico? &nbsp;<\/p>\n<p>A Beme News tem um app para que os usu\u00e1rios mandem perguntas em formato de v\u00eddeo. Em um dos v\u00eddeos do canal, a proposta foi chamar um especialista em rela\u00e7\u00f5es internacionais para <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Q3032NhacyE\" rel=\"noopener\">responder perguntas sobre a Coreia do Norte mandadas pelo app<\/a>. De cara, fiquei com o p\u00e9 atr\u00e1s. Mas o resultado, vejam s\u00f3, foi interessante! Perguntas bobas aconteceram, mas as respostas foram boas. Por exemplo: qual \u00e9 a melhor comida da pa\u00eds? Ou, a minha favorita, por que Kim Jong-Un usa aquele corte de cabelo horroroso? (Aparentemente, \u00e9 para se parecer com o av\u00f4 dele).&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"intrinsic\" style=\"max-width:100%\">\n<div class=\"embed-block-wrapper \" style=\"padding-bottom:56.20609%\">&lt;div class=&quot;sqs-video-wrapper&quot; data-provider-name=&quot;YouTube&quot; data-html=&quot;[youtube=:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Q3032NhacyE&amp;w=854&amp;h=480]&#8221;&gt;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"sqs-html-content\">\n<h2>Tenho perguntas<\/h2>\n<p><strong>Vou continuar acompanhando o canal e recomendo!&nbsp;<\/strong><br \/>Mas, olha, bem que eu queria entrevistar algum dos respons\u00e1veis porque ainda tenho perguntas:&nbsp;<br \/>Como a CNN participa?&nbsp;<br \/>Quem edita, escolhe as pautas, seleciona as perguntas?&nbsp;<br \/>Fico achando que a CNN faz a parte inicial de pautar e produzir, e a turma de Neistat faz a m\u00e3o na massa e a edi\u00e7\u00e3o. &nbsp;<br \/>Por enquanto, essa est\u00e1 parecendo ser uma boa receita para fazer um jornalismo diferente que eu acho que precisamos tanto.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 faz algum tempo que cansei do formato tradicional de jornalismo televisivo. 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