{"id":401,"date":"2021-02-25T11:00:00","date_gmt":"2021-02-25T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/suzanavalenca.com\/?p=401"},"modified":"2021-02-25T11:00:00","modified_gmt":"2021-02-25T11:00:00","slug":"2021-1-28-quer-ser-mais-criativo-ento-permita-se-ser-feliz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/suzanavalenca.com\/?p=401","title":{"rendered":"Quer ser mais criativo? Ent\u00e3o, permita-se ser feliz"},"content":{"rendered":"<div class=\"sqs-html-content\">\n<p class=\"\">Quando informei \u00e0 minha chefe que estava saindo da ag\u00eancia da qual eu havia sido s\u00f3cia por muitos anos ela me disse: \u201cTudo bem. Eu tinha exatamente a sua idade quando decidi deixar um emprego p\u00fablico seguro para abrir essa empresa\u201d. Ela explicou que acreditava que as pessoas deveriam ir atr\u00e1s do que realmente \u00e9 importante para elas e concluiu o pensamento com uma frase que eu nunca esqueci: <strong>\u201c\u00c9 tempo de ser feliz\u201d.<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">Essa conversa aconteceu h\u00e1 sete anos, mas eu lembro dela t\u00e3o perfeitamente porque o que a minha ex-s\u00f3cia estava dizendo era que o tempo de ser feliz n\u00e3o era s\u00f3 aquele, eram todos. Sempre \u00e9 tempo de ser feliz.<\/p>\n<p class=\"\">Lembrei dessa hist\u00f3ria esta semana porque estava lendo <a href=\"https:\/\/www3.livrariacultura.com.br\/o-caminho-do-artista-2013931600\/p\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Caminho do Artista<\/a> e a autora, <a href=\"https:\/\/juliacameronlive.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Julia Cameron<\/a>, fala sobre como bloqueamos nossa pr\u00f3pria criatividade porque insistimos na ideia de que n\u00e3o podemos ou n\u00e3o devemos ser felizes. Para ela, <strong>criatividade \u00e9 felicidade<\/strong>. E felicidade \u00e9 brincar, experimentar, curtir o momento, ser bobo, fazer perguntas. Todas essas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito naturais para as crian\u00e7as, mas n\u00f3s adultos achamos que precisamos deixar tudo isso para tr\u00e1s. Isso est\u00e1 matando nossa criatividade.<\/p>\n<p class=\"\">Um <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UCMqR8k-32E\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">v\u00eddeo muito bom da School of Life<\/a> fala sobre como mentimos para n\u00f3s mesmos para n\u00e3o fazermos aquilo que realmente queremos. Para fugir do medo de sermos n\u00f3s mesmos(as), usamos as desculpas que o mundo j\u00e1 preparou para n\u00f3s: \u201cestou muito ocupado(a)\u201d, \u201cisso \u00e9 bobagem\u201d, \u201cn\u00e3o tenho tempo para isso\u201d.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"intrinsic\" style=\"max-width:100%\">\n<div class=\"embed-block-wrapper \" style=\"padding-bottom:56.20609%\">&lt;div class=&quot;sqs-video-wrapper&quot; data-provider-name=&quot;YouTube&quot; data-html=&quot;[youtube=:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UCMqR8k-32E&amp;w=854&amp;h=480]&#8221;&gt;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"sqs-html-content\">\n<p class=\"\">Limita\u00e7\u00f5es reais existem, \u00e9 claro. Outras, entretanto, s\u00e3o fabricadas. Elas v\u00eam da nossa ideia limitada do que \u00e9 ser um ser humano respeit\u00e1vel e cabem certinho no nosso medo de sair um pouquinho que seja da f\u00f3rmula pr\u00e9-concebida.<\/p>\n<p class=\"\">Eu amo a ideia de \u201cstop the glorification of busy\u201d. J\u00e1 trabalhei com pessoas que, no fundo, no fundo, adoravam sofrer. Nesse mundo louco, inventamos que, se voc\u00ea n\u00e3o estiver sofrendo, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 trabalhando o suficiente, n\u00e3o \u00e9 competente o suficiente, n\u00e3o \u00e9 importante o suficiente. Voc\u00ea certamente conhece algu\u00e9m que vive \u201creclamando\u201d da falta de tempo. Essas reclama\u00e7\u00f5es s\u00e3o, na verdade, uma medalha no peito carregada exibida com orgulho.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"\">O problema \u00e9 que n\u00f3s estamos acreditando nessa conversa furada e isso acaba com a nossa criatividade. O v\u00eddeo da School of Life diz que, na nossa jornada para nos tornarmos tamb\u00e9m competentes e importantes (ou para sermos percebidos assim) come\u00e7amos a sofrer de prop\u00f3sito.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"\"><strong>\u201cNos tornamos verdadeiros mestres em elaborar desculpas que fazem com que nossa infelicidade pare\u00e7a necess\u00e1ria e sadia\u201d<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\n          image-block-outer-wrapper\n          layout-caption-below\n          design-layout-inline\n          combination-animation-none\n          individual-animation-none\n          individual-text-animation-none\n        \"><\/p>\n<figure class=\"\n              sqs-block-image-figure\n              intrinsic\n            \" style=\"max-width:820px\"><\/p>\n<div class=\"image-block-wrapper\">\n<div class=\"sqs-image-shape-container-element\n              \n          \n        \n              has-aspect-ratio\n            \" style=\"position: relative;padding-bottom:38.414634704589844%;overflow: hidden\"><\/p>\n<p>                  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/suzanavalenca.com\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/0b5ab-blogpost1.png\" alt=\"blog post 1.png\" width=\"820\" height=\"315\" style=\"display:block;object-fit: cover;width: 100%;height: 100%;object-position: 50% 50%\" loading=\"lazy\"><\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/figure><\/div>\n<div class=\"sqs-html-content\">\n<p class=\"\">Julia Cameron acha que, al\u00e9m de ser uma desculpa aceita e incentivada pela sociedade, a ideia do adulto sofredor encontra eco em n\u00f3s mesmos. Ser\u00e1 que voc\u00ea acha que n\u00e3o merece ser feliz?<\/p>\n<p class=\"\"><strong>\u201cA verdade \u00e9 que fomos feitos para ter abund\u00e2ncia e aproveitar a vida\u201d<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">O livro de Cameron \u00e9 um cl\u00e1ssico com c\u00f3pias vendidas em v\u00e1rios pa\u00edses. A obra fala dos diferentes aspectos sociais e psicol\u00f3gicos que bloqueiam nossa criatividade. Entre eles: repress\u00f5es sofridas na inf\u00e2ncia, medo de passar vergonha, repress\u00e3o religiosa, etc. O fato de as ideias do livro serem t\u00e3o populares talvez seja um indicativo de que estamos, coletivamente, matando nossa pr\u00f3pria felicidade.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\n          image-block-outer-wrapper\n          layout-caption-below\n          design-layout-inline\n          combination-animation-none\n          individual-animation-none\n          individual-text-animation-none\n        \"><\/p>\n<figure class=\"\n              sqs-block-image-figure\n              intrinsic\n            \" style=\"max-width:820px\"><\/p>\n<div class=\"image-block-wrapper\">\n<div class=\"sqs-image-shape-container-element\n              \n          \n        \n              has-aspect-ratio\n            \" style=\"position: relative;padding-bottom:38.414634704589844%;overflow: hidden\"><\/p>\n<p>                  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/suzanavalenca.com\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/cdc35-blogpost128129.png\" alt=\"blog post 1 (1).png\" width=\"820\" height=\"315\" style=\"display:block;object-fit: cover;width: 100%;height: 100%;object-position: 50% 50%\" loading=\"lazy\"><\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/figure><\/div>\n<div class=\"sqs-html-content\">\n<p class=\"\"><strong>Se voc\u00ea clicou neste texto procurando maneiras de ser mais criativo, aqui vai a li\u00e7\u00e3o: seja feliz.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">A f\u00f3rmula da felicidade, eu vou ficar devendo. Acho que ela n\u00e3o existe e que temos que constru\u00ed-la de diferentes formas. J\u00e1 a f\u00f3rmula da infelicidade, aparentemente, existe sim. Existe, \u00e9 aceita e incentivada entre os adultos. Vamos sair dessa?<\/p>\n<p class=\"\"><strong>Permita-se ser feliz. Voc\u00ea merece.<\/strong><\/p>\n<p class=\"\"><strong>Pergunte, experimente, curta.&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p class=\"\"><strong>\u00c9 tempo de ser feliz.<\/strong><\/p>\n<p class=\"\">\n<p class=\"\">(Foto: <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@brucemars?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">bruce mars<\/a> no <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/s\/photos\/happiness?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Unsplash<\/a>)<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"sqs-html-content\">\n<p class=\"\">Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n<p class=\"\"><a href=\"http:\/\/www.suzanavalenca.com\/blog\/2015\/4\/6\/ser-criativo-experimentar-mesmo-fazendo-careta\">Ser criativo \u00e9 experimentar. Mesmo fazendo careta <\/a><\/p>\n<p class=\"\"><a href=\"http:\/\/www.suzanavalenca.com\/blog\/2020\/7\/9\/usando-a-arte-como-contedo-educativo?rq=arte\">Usando arte como conte\u00fado educativo<\/a><\/p>\n<p class=\"\"><a href=\"http:\/\/www.suzanavalenca.com\/blog\/rotina\">Ter uma rotina \u00e9 mais importante que esperar a inspira\u00e7\u00e3o chegar <\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando informei \u00e0 minha chefe que estava saindo da ag\u00eancia da qual eu havia sido s\u00f3cia por muitos anos ela me disse: \u201cTudo bem. Eu tinha exatamente a sua idade quando decidi deixar um emprego p\u00fablico seguro para abrir essa empresa\u201d. Ela explicou que acreditava que as pessoas deveriam ir atr\u00e1s do que realmente \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":402,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[216,288,347,416,476],"class_list":["post-401","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized","tag-criatividade","tag-felicidade","tag-juliacameron","tag-ocaminhodoartista","tag-schooloflife"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/suzanavalenca.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/401","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/suzanavalenca.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/suzanavalenca.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/suzanavalenca.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/suzanavalenca.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=401"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/suzanavalenca.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/401\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/suzanavalenca.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/402"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/suzanavalenca.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=401"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/suzanavalenca.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=401"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/suzanavalenca.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=401"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}