{"id":311,"date":"2017-07-10T19:50:02","date_gmt":"2017-07-10T19:50:02","guid":{"rendered":"https:\/\/suzanavalenca.com\/?p=311"},"modified":"2017-07-10T19:50:02","modified_gmt":"2017-07-10T19:50:02","slug":"2017-7-10-como-mudar-a-cabea-de-quem-pensa-diferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/suzanavalenca.com\/?p=311","title":{"rendered":"Como mudar a cabe\u00e7a de quem pensa diferente"},"content":{"rendered":"<div class=\"sqs-html-content\">\n<p>Voc\u00ea est\u00e1 conversando com um grupo de amigos e um deles come\u00e7a a defender algum argumento pol\u00edtico completamente errado. Mas n\u00e3o uma ideia que \u00e9 ruim porque voc\u00ea acha que ela \u00e9 ruim. Algo errado mesmo. Ent\u00e3o voc\u00ea apresenta os dados cient\u00edficos, hist\u00f3ricos e estat\u00edsticos para provar que aquela ideia n\u00e3o est\u00e1 certa. A pessoa n\u00e3o se convence. Voc\u00ea come\u00e7a a perder a paci\u00eancia. <strong>&#8220;N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de opini\u00e3o, \u00e9 um fato&#8221;. Mas a pessoa insiste. Apela para o &#8220;isso \u00e9 fake news&#8221;. O que voc\u00ea faz?<\/strong><\/p>\n<h2>Cientistas explicam porque \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil mudar de ideia mesmo sabendo que ela est\u00e1&nbsp;errada<\/h2>\n<p>Clay Johnson, no livro <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.suzanavalenca.com\/blog\/2017\/6\/7\/forma-que-lemos-noticia\" rel=\"noopener\">A Dieta da Informa\u00e7\u00e3o<\/a>, fala sobre como <strong>quanto menos um argumento pol\u00edtico \u00e9 baseado em fatos, mas dif\u00edcil \u00e9 mudar esse argumento usando fatos.<\/strong> N\u00e3o \u00e9 louco isso? Pensamos que \u00e9 o contr\u00e1rio, mas n\u00e3o \u00e9. Se eu estou decidindo em que restaurante ir, mas n\u00e3o conhe\u00e7o muito nenhum deles, quanto mais eu souber sobre os estabelecimentos mais minha opini\u00e3o vai se solidificar sobre o programa do final de semana, certo? Bom&#8230; mais ou menos.<\/p>\n<p>Cientistas do <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/dornsife.usc.edu\/bci\/\" rel=\"noopener\">Instituto de C\u00e9rebro e Criatividade<\/a> da <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.usc.edu\/\" rel=\"noopener\">Southern California University<\/a> explicaram em <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/youarenotsosmart.com\/2017\/01\/13\/yanss-093-the-neuroscience-of-changing-your-mind\/\" rel=\"noopener\">entrevista ao podcast You Are Not So Smart<\/a> que <strong>certas cren\u00e7as se comportam diferente em nosso corpo<\/strong>. Eles escanearam o c\u00e9rebro de pessoas enquanto elas tinham suas ideias desafiadas. Dessa forma, descobriram que opini\u00f5es simples como qual restaurante \u00e9 melhor mudam com a apresenta\u00e7\u00e3o de fatos. J\u00e1 ideias pol\u00edticas, bem&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<p>[soundcloud url=&#8221;https:\/\/api.soundcloud.com\/tracks\/302468724&#8243; params=&#8221;visual=true&amp;show_artwork=true&amp;callback=YUI.Env.JSONP.yui_3_17_2_1_1499803058327_27693&amp;wmode=opaque&#8221; width=&#8221;100%&#8221; height=&#8221;400&#8243; iframe=&#8221;true&#8221; \/]<\/p>\n<div class=\"video-caption-wrapper\">\n<div class=\"video-caption\">\n<p>We don\u2019t treat all of our beliefs the same. <\/p>\n<p>The research shows that when a strong-yet-erroneous, belief is challenged, yes, you might experience some temporary weakening of your convictions, some softening of your certainty, but most people rebound from that and not only reassert their original belief at its original strength, but go beyond that and dig in their heels, deepening their resolve over the long run.<\/p>\n<p>Psychologists call this the backfire effect, and this episode is the first of three shows exploring this well-documented and much-studied psychological phenomenon, one that you\u2019ve likely encountered quite a bit lately.<\/p>\n<p>In this episode, we explore its neurological underpinning as two neuroscientists at the University of Southern California\u2019s Brain and Creativity Institute explain how their latest research sheds new light on how the brain reacts when its deepest beliefs are challenged.<\/p>\n<p>&#8211; Show notes at: www.youarenotsosmart.com<br \/>\n&#8211; Become a patron at: www.patreon.com\/youarenotsosmart<\/p>\n<p>SPONSORS<\/p>\n<p>\u2022 The Great Courses: www.thegreatcoursesplus.com\/smart<br \/>\n\u2022 Casper Mattresses: www.casper.com\/sosmart | Offer Code = sosmart<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"sqs-html-content\">\n<h2>O que acontece no meu c\u00e9rebro quando algu\u00e9m desafia minha cren\u00e7a?<\/h2>\n<p>Os cientistas perceberam que<strong> o c\u00e9rebro ativa uma \u00e1rea totalmente diferente quando vai processar um contra argumento sobre uma ideia pol\u00edtica.<\/strong> Que \u00e1rea \u00e9 essa? O local respons\u00e1vel por entender amea\u00e7as \u00e0 nossa vida! Basicamente, termos nossas ideias fundamentais desafiadas estressa nosso c\u00e9rebro ao extremo.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 chamado de &#8220;backfire effect&#8221;, o fen\u00f4meno de nos agarrarmos ainda mais a nossas ideias quando h\u00e1 fatos contr\u00e1rios a ela. \u00c9 algo t\u00e3o s\u00e9rio que os cientistas o compararam com um ataque de urso. <strong>O c\u00e9rebro se protege do contra argumento como se ele fosse uma amea\u00e7a f\u00edsica<\/strong> e manda uma mensagem de perigo e defesa para o corpo.<\/p>\n<p>Isso acontece porque nossas cren\u00e7as pol\u00edticas n\u00e3o s\u00f3 ideias que temos baseadas em fatos, que podem mudar e ser atualizadas a qualquer momento. <strong>Essas cren\u00e7as, com o tempo, se tornam quem somos.<\/strong> Por tanto, uma amea\u00e7a a elas, s\u00e3o uma amea\u00e7a \u00e0 nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 maluco isso?<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"\n          image-block-outer-wrapper\n          layout-caption-below\n          design-layout-inline\n          \n          \n          \n        \"><\/p>\n<figure class=\"\n              sqs-block-image-figure\n              intrinsic\n            \" style=\"max-width:1240px\"><\/p>\n<div class=\"image-block-wrapper\">\n<div class=\"sqs-image-shape-container-element\n              \n          \n        \n              has-aspect-ratio\n            \" style=\"position: relative;padding-bottom:56.45161437988281%;overflow: hidden\"><\/p>\n<p>                  <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/suzanavalenca6.files.wordpress.com\/2017\/07\/e5562-image-asset.png\" alt=\"\" width=\"1240\" height=\"700\" style=\"display:block;object-fit: cover;width: 100%;height: 100%;object-position: 50% 50%\" loading=\"lazy\"><\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/figure><\/div>\n<div class=\"sqs-html-content\">\n<h2>E ent\u00e3o, como fazer algu\u00e9m pensar diferente?<\/h2>\n<p>Segundo os cientistas, essa rea\u00e7\u00e3o \u00e9 normal. Nosso c\u00e9rebro simplesmente funciona assim e n\u00e3o temos como escapar. <strong>O que podemos fazer \u00e9 estar cientes desse fato sempre que tivermos nossas ideias desafiadas e sempre que formos desafiar a ideia de algu\u00e9m.<\/strong> Ser\u00e1 que n\u00e3o estamos ficando nervosos na roda de conversa porque &#8220;tem um urso nos atacando&#8221;? Ser\u00e1 que n\u00e3o estamos colocando &#8220;um urso&#8221; atr\u00e1s de algu\u00e9m quando na verdade queremos s\u00f3 discutir uma ideia?<\/p>\n<p>Uma boa orienta\u00e7\u00e3o sobre como fazer isso \u00e9 seguir as regras deste v\u00eddeo:<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"intrinsic\" style=\"max-width:100%\">\n<div class=\"embed-block-wrapper \" style=\"padding-bottom:56.20609%\">&lt;div class=&quot;sqs-video-wrapper&quot; data-provider-name=&quot;YouTube&quot; data-html=&quot;[youtube=:\/\/www.youtube.com\/watch?v=uWM2E9oHlhA&amp;w=854&amp;h=480]&#8221;&gt;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"sqs-html-content\">\n<p>Basicamente, o que o v\u00eddeo diz \u00e9 que todos nossos tendemos a pensar no bem estar de outras pessoas. Crescemos aprendendo sobre como \u00e9 importante sermos educados e gentis com os outros. Para a School of Life, algumas ideias pol\u00edticas mais radicais podem ser amenizadas se apelarmos para este impulso humano de sermos bons uns com os outros. Outra orienta\u00e7\u00e3o dos neurocientistas \u00e9 acabar com o estigma de estar errado. Para eles, <strong>\u00e9 importante darmos espa\u00e7os para as pessoas mudarem de ideia. Precisamos!<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Mais sobre esse assunto:&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.suzanavalenca.com\/blog\/2017\/6\/7\/forma-que-lemos-noticia\" rel=\"noopener\">A forma como lemos not\u00edcia n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel <\/a><br \/><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.suzanavalenca.com\/blog\/2017\/3\/10\/como-brigar-na-internet-corretamente?rq=Como%20brigar%20na%20internet\" rel=\"noopener\">Como brigar na internet (corretamente)<\/a><\/p>\n<p>Imagem: Pixabay \/ Creative Commons \/You Are Not So Smart<br \/>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea est\u00e1 conversando com um grupo de amigos e um deles come\u00e7a a defender algum argumento pol\u00edtico completamente errado. Mas n\u00e3o uma ideia que \u00e9 ruim porque voc\u00ea acha que ela \u00e9 ruim. Algo errado mesmo. Ent\u00e3o voc\u00ea apresenta os dados cient\u00edficos, hist\u00f3ricos e estat\u00edsticos para provar que aquela ideia n\u00e3o est\u00e1 certa. 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